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Padrão Fifa! Polícia promete coibir ação de cambistas com ‘esquema da Copa’

Written By BLOG DO WOLNEY ERICK on quarta-feira, 24 de setembro de 2014 | 17:21

Coronel Francisco Araújo sinaliza ação de repressão contra presença de cambistas no entorno da Arena das Dunas para América x Flamengo



Em meio a busca por um lugar nas arquibancadas da Arena das Dunas para o jogo entre América e Flamengo pela Copa do Brasil, no próximo dia 1º, a presença de cambistas deve ser a tônica no dia da partida com o fim dos ingressos nas bilheterias. Para a Polícia Militar, no entanto, a intenção é tentar repetir o esquema utilizado durante a Copa do Mundo que reprimiu a venda de ingressos para jogos do Mundial em Natal.
Araújo explicou esquema de segurança (Foto: Wellington Rocha)
Araújo explicou esquema de segurança (Foto: Wellington Rocha)
Os últimos bilhetes da carga total de 26 mil ingressos disponibilizados para o duelo esgotaram em pouco mais de duas horas de venda na última terça-feira (23). A abertura das bilheterias aconteceu por volta das 11 horas. Próximo às 14 horas, já não havia mais ingressos. O cenário na Arena, perto das 15 horas, era de desolação dos poucos torcedores que ainda permaneciam no local, frustrados.
“Não tenha dúvida, estamos preparando uma ação, atuamos no período da Copa do Mundo e prendemos estrangeiros que estavam comercializando ingressos. É proibido e está presente no Estatuto do Torcedor”, afirmou o Coronel e Comandante Geral da Polícia Militar do RN, Francisco Araújo.
Além das câmeras existentes no pátio externo da Arena das Dunas que farão o monitoramento em vídeo, policiais da inteligência da PM estarão à paisana entre os torcedores próximo aos acessos do estádio e haverá patrulhamento nas áreas de concentração de torcedores.
A orientação do comandante da PM é, antes de tudo, para que os torcedores evitem comprar ingressos em locais não oficiais, além de recomendar que façam a denúncia ao 190 para que a polícia possa agir e identificar os cambistas e realizar as prisões em flagrante.
“A gente faz o esforço para inibir, quando é pego, sabe que vai responder criminalmente, se existe o cambista, é porque tem quem compre. A orientação para que as pessoas não comprem, apenas em locais oficiais. Além disso, é importante que os locais vendam ingressos em quantidades pequenas, um ou dois ingressos no máximo por pessoa. No mínimo, inibe que os bilhetes cheguem aos cambistas”, afirmou.
O Estatuto do Torcedor, no seu art. 41-F, define como crime “Vender ingressos de evento esportivo, por preço superior ao estampado no bilhete.”. Pouco importa a diferença de preço praticada. O torcedor que vende seu bilhete para outrem, por valor superior, está praticando o crime, assim como aquele que comprou nessas condições e praticou valor de revenda ainda muito superior ao da aquisição.
Adson Kepler - delegado de Polícia Cívil (4)
Adson Kepler defendeu estímulo às denúncias (Foto: Arquivo/PortalNoAr)
Delegado geral cobra denúncias 
O delegado geral da Polícia Civil, Adson Kepler, destaca que uma das formas mais eficientes de coibir a ação dos cambistas é através das denúncias por parte dos torcedores que testemunharem à prática. Ele destaca que ao discar 181, o disque-denúncia da Polícia Civil, garante a ação efetiva contra os cambistas.
“Basta a população discar para o 181. Durante os jogos, a Polícia Militar e Polícia Civil vão atuar. Na Copa do Mundo, houve um trabalho em conjunto com a Fifa que tinha seus mecanismos próprios para poder evitar a venda de ingressos, usavam tecnologia da informação e ingressos nominais. Aqui, nos eventos do Brasil, as Federações precisam colaborar”, defendeu.
Durante a partida do próximo dia 1º, haverá um Juizado Especial, um juiz de plantão e promotor, além de uma delegacia pronta para receber os infratores também quanto à questão da venda ilegal de ingressos.
“Depois que é pego em flagrante, dentro da Arena, vai ter delgacia, juiz e promotor
atuando também na parte de venda de ingressos. Antes do jogo, independente da presença da Polícia Civil, há as delegacias da região. Temos que ter a denúncia ao 181, a comunidade, a imprensa colaborando, a Polícia Civil poderá agir de forma concreta”, concluiu.
O Estatuto do Torcedor, no seu art. 41-F, define como crime “Vender ingressos de evento esportivo, por preço superior ao estampado no bilhete.”. Pouco importa a diferença de preço praticada. O torcedor que vende seu bilhete para outrem, por valor superior, está praticando o crime, assim como aquele que comprou nessas condições e praticou valor de revenda ainda muito superior ao da aquisição.
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